Web Rádio Chiado de Chinelo

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A POESIA INFANTIL NA SALA DE AULA: LENDO E BRINCANDO COM POEMAS DE JOSÉ PAULO PAES

RESUMO

Embora as discussões em torno do trabalho com a poesia infantil na sala de aula tenham avançado, percebemos que as atividades significativas com poemas ainda são pouco exploradas no contexto escolar. Sendo assim, conscientes da importância de se trabalhar com esse gênero junto às crianças, desde os primeiros anos da trajetória escolar, nos propomos, com esse trabalho, a tecer algumas reflexões sobre o ensino da poesia infantil na sala de aula, a partir de poemas de José Paulo Paes. Para tanto, traçamos inicialmente um percurso histórico da poesia infantil, desde o século XIX até o momento atual, em seguida, destacamos a relevância da poesia infantil no contexto escolar, discutimos sobre o trabalho com a poesia na sala de aula e, por fim, enfocamos a leitura de três poemas de José Paulo Paes. Este estudo nos leva a reconhecer que, através da leitura de poemas ricos, tanto na forma quanto no conteúdo, como os de Paes, é possível ampliar o imaginário infantil e despertar o prazer pela leitura de poemas.

Palavras - chave: Poesia infantil. Ensino. José Paulo Paes.

Lidiane Reis e Elaine Reis

A LINGUAGEM ORAL COMO ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO ESCRITA PARA CRIANÇAS EM PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

RESUMO

O inicio do processo de alfabetização é marcado para muitas crianças ainda como um caminho complexo e cheio de obstáculos, tendo em vista que, precisam transpor rigidamente para o papel as palavras que costumam expressar com naturalidade na fala. Entre outros fatores, a concepção de escrita assumida, conscientemente ou não, pelos docentes reflete no trabalho com a produção escrita, levando-os, dependendo da postura adotada, a desconsiderar as estratégias utilizadas pelas crianças para consolidação da aquisição da escrita, como a utilização da linguagem oral. Diante disso, nos propomos a refletir sobre o ensino da escrita no contexto de aquisição da linguagem, discutir sobre o papel da fala na aquisição da escrita e identificar as marcas da oralidade na escrita de crianças em processo de alfabetização. A partir desse trabalho, confirmamos a hipótese de que a linguagem oral se constitui como uma estratégia eficaz para a produção dos textos escritos pelas crianças em processo de alfabetização.

Palavras-chave: Linguagem oral. Produção escrita. Alfabetização.

Elaine Reis e Lidiane Reis

O QUE SE PRETENDE COM O ENSINO DE GRAMÁTICA?

RESUMO

Neste estudo faz-se uma problematização acerca do que se pretende com o ensino de gramática, a partir da teorização de três concepções de gramática: a internalizada, a descritiva e a normativa em relação aos seus respectivos tipos de gramática associados ao ensino: o produtivo, o reflexivo e o prescritivo, considerando os diferentes planos do estudo gramatical, a saber: a teoria, a descrição e a análise. Tem como objetivos refletir sobre as maneiras de conceber a gramática que norteiam as práticas de ensino de língua materna, verificar como se estabelecem as relações entre texto, gramática e ensino e analisar uma proposta de atividade de gramática sob o enfoque reflexivo. Pontua-se a relação entre texto e gramática, refletindo a cerca da ineficácia de se trabalhar separadamente as atividades de gramática e de produção/compreensão de textos no ensino, levando em consideração que a gramática é responsável por garantir uma parte essencial do sentido. Propõe-se a analisar uma atividade gramatical, adaptada do módulo do Programa GESTAR de língua portuguesa, na qual se trabalha com o uso do “artigo” para a produção/compreensão de uma propaganda, a fim de demonstrar que a utilização discursiva dos recursos lingüísticos pode contribuir para com a realização de um trabalho significativo no ensino de língua materna, comprometido com o desenvolvimento das competências linguísticas necessárias aos alunos para a compreensão e produção de textos adequados aos diferentes contextos sócio-comunicativos.

Palavras-Chave: Gramática, ensino reflexivo, compreensão/produção textual.

Elaine Reis